HotelLisboa

O porteiro do estabelecimento, Semion, acendera todas as lâmpadas das paredes e o lustre, assim como o candeeiro vermelho em cima da entrada. (Aleksandr Kuprin)




A ode ao extremo


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Se a selecção nacional portuguesa não fosse uma espécie de Bolshoi do jogo de futebol andava desejoso que se espetasse à bruta contra equipas de ex-repúblicas soviéticas e de anónimas ilhas mediterrânicas. A única coisa que me interessa na selecção é o jogo que pratica. Princípio, aliás, que se aplica a todos os equipas de futebol com a excepção de uma. E ainda assim ... Basta um pouco de poder e logo se esquece a tragédia que foi a selecção até aos anos de 1990, com as notáveis excepções de 1966 e 1984. O jornalismo desportivo desceu ao nível do mais improvável tablóide britânico. Apesar de miserável, o nacionalismo inglês ainda se sustenta nalguma coisa que se veja; o nosso é patético e ridículo. As manchetes esqueceram o jogo e perdem diariamente magníficas oportunidades para saudar um conjunto excepcional de jogadores. Deviam, por exemplo, fazer a ode ao extremo, jogador em vias de extinção que as escolas do Sporting, género de reserva ecológica do romantismo no futebol, têm vindo a cultivar de forma soberba. No final do jogo com a Bélgica, perante as insistentes e idiotas perguntas do repórter de pista da RTP sobre uma hipotética animosidade belga, os jogadores portugueses, que apesar de não serem intelectuais conhecem com perfeição a lógica inerente ao que se passa dentro do campo, contrariaram com pequenas mas certeiras frases todas as maquinações criadas por uma imprensa cada vez mais sedenta, implacável e traidora do espectáculo que é o futebol.



    António Vicente

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