O porteiro do estabelecimento, Semion, acendera todas as lâmpadas das paredes e o lustre, assim como o candeeiro vermelho em cima da entrada. (Aleksandr Kuprin)
Camarate tem uma longa história de terrorismo. Umas vezes por decifrar, outras mais evidente e de natureza policial. A recente rusga no Bairro da Torre terá violado todas as regras do estado de direito. Para apanhar meia dúzia de armas e um par de traficantes de armas a bófia cercou um bairro inteiro e revistou todas as casas do mesmo. Na televisão, Mário Crespo, por exemplo, fez um fellatio de nível internacional ao superintendente da PSP. Se a legitimação mediática de um modelo securitário fundamentado nos medos de uma classe média cada vez mais enclausurada nos seus pequenos espaços de segurança não é surpreendente, não deixa de ser insólito o silêncio de toda a esquerda perante a violação flagrante dos direitos civis da população de um bairro inteiro.